Ciclo matéria leve 2026:

Sobre imagem e imaginação nas artes performativas


De 20 a 24 de maio de 2026

Espaço Alkantara, Lisboa


matéria leve organiza um ciclo de conferências, performances e workshops realizados por iluminadorxs, coreógrafes e investigadorxs, no qual convidam o público local e a comunidade artística a refletir sobre a prática cénica contemporânea a partir da perspetiva da iluminação: a sua relação com a visualidade

e a filosofia da imagem, o pensamento coreográfico e dramatúrgico, e os contextos pedagógicos onde fazer circular o conhecimento.



Programa

20 maio quarta-feira

Uma imagem do presente, pode mostrar fugas de futuros?

  • 10h - 13h: Mareo (ficar tonta): Laboratório de criação de difusores orgânicos com Gabriela Clavería — LADRA (workshop)

    Workshop

    20 maio, 10h - 13h

    Espaço Alkantara

    sob inscrição


    Mareo (ficar tonta): Laboratório de criação de difusores orgânicos 

    com Gabriela Clavería — LADRA


    Mais informações e open call:

    https://forms.gle/8Ak2M5zQmkoHDd346


    Dando continuidade a uma investigação sobre corpos aquosos, materiais vivos e sua performatividade, MAREO (ficar tonta) se abre, nesta ocasião, como um laboratorio para a criação de filtros e difusores para projetores incandescentes, elaborados a partir de água, alga agar-agar e pigmentos naturais. 

    A partir de uma aproximação sensível aos materiais, o laboratorio propõe um espaço de experimentação coletiva em torno da performatividade dos filtros e da cor, explorando-os como fenômenos ativos e relacionais. MAREO (ficar tonta) configura-se como um campo de experimentação onde se entrelaçam luz, matéria e percepção, onde o fluido, o instável e o sensível se tornam centrais.



  • 18h: Bem vinda!


  • 18h30: Mesa de luz: Dispositivo de conversa sobre pedagogias e iluminação (conversa-encontro)

    Conversa-encontro

    20 maio, 18h

    Espaço Alkantara


    Mesa de luz: Dispositivo de conversa sobre pedagogias e iluminação


    Convidadas

    Ayara Hernandez - Facultad de Artes / UdelaR (UY) 

    Maria Vlachou - Acesso Cultura (PT)


    Um dispositivo que acolhe duas conversas, onde o público poderá participar ativamente.

    Na primeira, serão partilhadas duas experiências pedagógicas: o programa de formação de matéria leve e a recente criação da licenciatura em Dança Contemporânea da Faculdade de Artes, na universidade pública do Uruguai. A partir destes exemplos, um do contexto local e outro do Sul Global, propomos uma reflexão sobre pedagogias experimentais dentro e fora do contexto acadêmico, em colaboração com Ayara Hernández, professora da UdelaR (UY).

    Na segunda conversa, partilharemos os resultados do levantamento sobre a inclusão de mulheres cis, pessoas trans e pessoas não binárias em equipas técnicas, realizado em colaboração com Acesso Cultura. Convidamos o público a imaginar coletivamente possíveis futuros para o contexto laboral da prática da iluminação cénica.



    ****

    Ayara Hernández é uma artista cénica, professora da Licenciatura em Dança Contemporânea e assistente académica do decano da Faculdade de Artes (UdelaR), no Uruguai. Atualmente, encontra-se a finalizar a sua tese de mestrado em Arte e Cultura Visual na mesma instituição.

    Há mais de 20 anos que cria as suas próprias obras cénicas em colaboração com diversos artistas, sob o nome Lupita Pulpo (www.lupitapulpo.org). Co-dirige o “Fantástico 1490”, um espaço independente em Montevidéu, onde convergem as artes performativas e visuais.



    Acesso Cultura é uma organização sem fins lucrativos que promove o acesso físico, social e intelectual à participação cultural em Portugal. A sua missão é colocar as questões da acessibilidade e inclusão no centro da reflexão e prática do setor cultural, defendendo os direitos culturais que permitem a indivíduos e comunidades expressarem a sua humanidade através das artes.

    A organização trabalha para eliminar barreiras sociais que dificultam o acesso equitativo à vida cultural, desenvolvendo projetos de formação, investigação e advocacy junto de instituições culturais, artistas e gestores. Entre as suas iniciativas destaca-se o projeto Cultura Acessível, uma plataforma digital que reúne informação sobre programação cultural acessível em Portugal.


    Acesso Cultura é membro fundador e parceiro ativo em redes europeias como a Culture Action Europe e participa em projetos internacionais de inclusão e diversidade no setor das artes performativas. A organização também publica relatórios e estudos sobre acessibilidade, participação e democracia cultural, contribuindo para o debate público sobre políticas culturais mais inclusivas.


    https://acessocultura.org/



  • Convívio com escolhas musicais de LADRA

    Convívio

    Para encerrar o dia, teremos um momento de convívio com bebidas e snacks e escolhas musicais da LADRA.



21 maio quinta-feira

Conseguimos criar espaço para o que não se vê?

  • 10h - 13h: Playground leve: workshop de programação experimental para iluminação com Leticia Skrycky

    Workshop

    21 maio, 10h - 13h

    Espaço Alkantara

    sob inscrição


    Playground leve: workshop de programação experimental para iluminação

    com Leticia Skrycky


    Mais informações e open-call: 

    https://forms.gle/mXaM9QoQuA3cXDkm7



    Neste workshop vamos partilhar algumas ferramentas de programação que tenho vindo a experimentar nos últimos tempos. Partilhar uma artesania digital como quem partilha um martelo ou uma serra, com o desejo de fazer circular o conhecimento entre colegas e entusiastas. Trabalhar com as ferramentas de outres pode permitir-nos aceder a novas formas de imaginar o nosso trabalho, desnaturalizando os modos de fazer que temos vindo a normalizar para continuar a imaginar. 



  • 18h: Luz, Intervalo, Sombra de Josefa Pereira (conferência)

    Conferência

    21 maio, 18h

    Espaço Alkantara


    Luz, Intervalo, Sombra

    de Josefa Pereira 


    Tenho como estratégia de estudos um tipo de criação que chamo frankenstein. Nada de novo. Quando ainda não posso formular por onde ir com algo, pois há uma ideia ou percurso de pensamento e criação ainda sendo tateado e farejado, eu costuro, a partir de fragmentos que me interpelam, um outro corpo-tecitura. Uma prática e manuseio para coser entendimentos com aquilo que já existe, uma tentativa de formar este corpo desconhecido a partir dos fragmentos conhecidos e coletados.


    “Luz, Intervalo, Sombra” poderá ser um frankestein pensado em termos de visibilidade ou invisibilidade, mas também de ritmo, tempo e mais. Ao girar em volta da ideia de ON/OFF, vou partilhar uma coleta que reúne uma série de afetos recentes e outros já antigos, que juntam imaginações, narrativas, eventos ou fenômenos à volta da luz e das múltiplas coreografias que inventamos com ela.





  • 19h: No ser ni la sombra de lo que se fue. Quotes and Excerpts de María Jerez (conferência-performance)

    Conferência-performance

    21 maio, 19h

    Espaço Alkantara

    língua: espanhol


    No ser ni la sombra de lo que se fue. Quotes and Excerpts 

    de María Jerez 


    Considero a sombra como um movimento interno e externo do corpo, seja ele vivo, morto ou inerte. Algo que está sempre presente e que se move em contacto com os corpos intermédios. Quando vemos uma sombra, tendemos a tentar descobrir de onde vem, especialmente quando não deveria estar ali. Mas, por vezes, a causa da sombra não é concreta: não está envolvido nenhum corpo, ou a sombra surge da nossa memória, alucinação, desejo ou amor.


    Não ser sombra do que foi é uma investigação que esquece a causa real da sombra para se concentrar no fenómeno dela como fonte de movimento — como uma nova imagem que não é mais gerada por um único corpo, mas é ela mesma também outro corpo. Um corpo que está sempre em relação: com a luz, com a superfície sobre a qual se projeta, com outros corpos afastados. Sobreposições, fragmentos, preconceitos, resíduos, distâncias, reflexos, espíritos, fantasmas…


    Desta forma, libertamos a imagem da ideia de ter de ser original, completa ou essencial. A imagem já não tem de escolher entre a realidade e a ficção; já não precisa de ser hipervisível. Afinal, cada experiência é apenas uma fração de um todo: abraçar a sombra significa renunciar à totalidade. Nunca estamos num lugar de onde possamos ver tudo. Fica sempre uma parte na sombra.


    ES

    Considero la sombra como un movimiento interno y externo del cuerpo, ya sea un cuerpo vivo, muerto o inerte. Algo que siempre está ahí y que se mueve en contacto con los cuerpos intermedios. Cuando vemos una sombra, tendemos a intentar descubrir de dónde viene, especialmente cuando no debería haberla. Pero a veces la causa de la sombra no es concreta: no hay cuerpos involucrados, o la sombra surge de nuestra memoria, alucinación, deseo o amor. 


    No ser ni la sombra de lo que se fue es una investigación que olvida la causa real de la sombra para centrarse en el fenómeno de la misma como fuente de movimiento —como una nueva imagen que ya no es generada por un cuerpo solo, sino que es en sí misma también otro cuerpo. Un cuerpo que está siempre en relación: con la luz, con la superficie sobre la que se proyecta, con otros cuerpos lejanos. Superposiciones, fragmentos, prejuicios, residuos, distancias, reflejos, espíritus, fantasmas…  


    De este modo, liberamos a la imagen de la idea de tener que ser original, completa o esencial. La imagen ya no tiene que elegir entre realidad y ficción, ya no tiene que ser hipervisible. Al fin y al cabo, cada experiencia es solo una fracción de un todo: abrazar la sombra significa renunciar a la totalidad. Nunca estamos en un lugar desde el que podamos verlo todo. Siempre queda una parte en la sombra. 

  • Convívio com escolhas musicais de LADRA

    Convívio

    Para encerrar o dia, teremos um momento de convívio com bebidas e snacks e escolhas musicais da LADRA.


    Espaço encerra às 22h.



22 maio sexta-feira

Como imaginar com/através das matérias?

  • 10h - 13h: Ler a luz: práticas de escrita sobre gestos lumínicos com Márcia Lança (workshop)

    Workshop

    22 e 23 Maio 2026

    10h  às 13h

    Espaço Alkantara


    Ler a luz: práticas de escrita sobre gestos lumínicos 

    com Márcia Lança


    Mais informações e open call:

    https://forms.gle/G7Ux72q8BUALuVNn8


    Neste workshop Márcia Lança propõe olhar para a luz como lugar e para a palavra como ferramenta de evocação e tecnologia de aproximação a esses lugares. Ativar atenções que abram espaço para olhar para a relação entre ações e gestos. A escrita como um sistema de leitura onde todo o desvio é potência, pois nem sempre o lugar para onde estamos a olhar diretamente é onde alguma coisa acontece.


    NOTA: O workshop tem a duração de dois dias.



  • 18h: Arquitecturas relacionais: imaginação coletiva de um lugar e imaginação de um lugar coletivo com Carolina Campos e Leticia Skrycky (conferência)

    Conferência

    22 maio, 18h

    Espaço Alkantara


    Arquitecturas relacionais:  imaginação coletiva de um lugar e imaginação de um lugar coletivo 

    com Carolina Campos e Leticia Skrycky 


    Partindo da ideia de que as peças são, sobretudo, um convite a uma situação singular de atenção, concebemos os espaços cénicos como arquiteturas efémeras que articulam materialidades diversas, convocando modos singulares de ver e escutar, de habitar coletivamente uma duração. Juntas, temos vindo a investigar esta noção de lugar com alguma obsessão, entendendo que é precisamente nestes territórios em suspensão que emerge a singularidade de cada peça-mundo, de cada imagem-imaginação.


    Pensar o ofício de fazer peças como um exercício de atenção a esse lugar que se vai abrindo entre o campo material e o afetivo, nas relações entre matérias e forças díspares, muitas vezes misteriosas. Pensar a iluminação como uma prática de escuta e a dramaturgia como aquilo que emerge da eletricidade entre as coisas. Estas diferentes perspectivas são modos de manusear o emaranhado complexo a que chamamos peças.


    matéria leve é também uma plataforma onde investigar como nasce um lugar-peça. Nesta conversa, partilharemos estes modos de fazer-pensar que deram origem ao projeto.



  • 19h: De la representación a la performatividad de las imágenes de Andrea Soto Calderón (conferência)

    Conferência

    22 maio, 19h

    Espaço Alkantara

    língua: espanhol


    De la representación a la performatividad de las imágenes

    de Andrea Soto Calderón 


    Esta intervenção propõe deslocar a análise das imagens da sua compreensão tradicional enquanto objetos de representação para a sua natureza performativa. As imagens estabelecem práticas, gestos e configurações de mundos; ativam relações e produzem modos de perceção sensorial. Neste sentido, a performatividade das imagens abre um campo que nos coloca para além da lógica de referência, permitindo-nos considerar a sua capacidade de intervir na realidade e abrir outras formas de experiência.


    Assim, a partir da sua natureza performativa, as imagens podem produzir condições materiais para gerar um encontro que envolve não só o olhar, mas também as dimensões corporal, afetiva e política. A imagem é apresentada como um dispositivo que tem o potencial de interrogar o nosso presente, articular um espaço crítico e introduzir uma outra possibilidade na vida.


    ES

    Esta intervención propone desplazar el análisis de las imágenes desde su comprensión tradicional como objetos de representación hacia su consideración performativa. Las imágenes instituyen prácticas, gestos y configuraciones de mundos, activan relaciones y producen modos de percepción sensible. En este sentido, la performatividad de las imágenes abre un campo que nos sitúa más allá de la lógica de la referencia, para atender a su capacidad de intervenir en la realidad y abrir otras formas de experiencia.


    Así, desde su condición escénica, las imágenes pueden producir condiciones materiales para generar un encuentro que implica no solo la mirada sino la dimensión corporal, afectiva y política. La imagen se presenta así como un dispositivo que tiene el potencial de interrogar nuestro presente, articular un espacio crítico e introducir en la vida otra posibilidad. 



  • 20h: nome de filme de Bibi Doria (performance)

    Performance

    22 maio, 20h

    Espaço Alkantara

    Duração: 35-40 min


    nome de filme 

    de Bibi Doria


    nome de filme é uma performance de memorização e transmissão de um filme de ficção longa-metragem do começo ao fim. O filme decorado é Copacabana Mon Amour, dirigido por Rogério Sganzerla e filmado no Rio de Janeiro em 1970. Copacabana Mon Amour não foi lançado comercialmente devido à censura imposta pela ditadura militar. Seus negativos originais foram restaurados em 2013 após avançado estágio de deterioração e, atualmente, sua cópia de preservação encontra-se na Cinemateca Brasileira, que em 2021 foi incendiada.



  • Convívio com escolhas musicais de LADRA

    Convívio

    Para encerrar o dia, teremos um momento de convívio com bebidas e snacks e escolhas musicais da LADRA.


    Espaço encerra às 22h.


23 maio sábado

Podemos fazer lugar com palavras?

  • 10h - 13h: Ler a luz: práticas de escrita sobre gestos lumínicos com Márcia Lança (workshop)

    Workshop

    22 e 23 Maio 2026

    10h  às 13h

    Espaço Alkantara

    sob inscrição


    Ler a luz: práticas de escrita sobre gestos lumínicos 

    com Márcia Lança


    Mais informações e open call:

    https://forms.gle/G7Ux72q8BUALuVNn8


    Neste workshop Márcia Lança propõe olhar para a luz como lugar e para a palavra como ferramenta de evocação e tecnologia de aproximação a esses lugares. Ativar atenções que abram espaço para olhar para a relação entre ações e gestos. A escrita como um sistema de leitura onde todo o desvio é potência, pois nem sempre o lugar para onde estamos a olhar diretamente é onde alguma coisa acontece.


    NOTA: O workshop tem a duração de dois dias.


  • 18h: Mesa de texto: Dispositivo de leitura coletiva com a colaboração da Coreia (leitura)

    Leitura colectiva

    23 maio, 18h

    Espaço Alkantara


    Mesa de texto: Dispositivo de leitura coletiva 

    com a colaboração da Coreia


    Uma prática de leitura coletiva que põe em jogo fragmentos de textos relacionados com o universo da luz e da imagem, para serem lidos em modo de jogo. Uma forma de entrar em relação com a palavra, onde o público-participante pode definir os caminhos do pensamento e da conversação.

    Neste jogo coletivo, temos à disposição algumas palavras-ferramenta, como “zoom in” para nos determos num texto, “zoom out” para seguir adiante, e “blackout” para terminar, compondo assim uma leitura-conversa em torno das imagens, reflexões e conceitos propostos pelos textos.


    Os fragmentos disponíveis fazem parte de: textos da Coreia ligados à prática da iluminação; textos escritos sobre trabalhos de matéria leve; alguns textos do workshop de escrita “Ler a luz” com Márcia Lança; fragmentos dos fanzines de Reflecting Light; e textos de Andrea Soto Calderón e Victoria Pérez Royo, ambas participantes do ciclo.


    Por certo, durante todo o ciclo teremos uma mesa de publicações. Alguns textos para comprar, outros para levar gratuitamente, todos trabalhos muitos interessantes!



    ***

    Coreia é uma publicação fundada em 2019 de carácter experimental, crítico e discursivo a propósito das artes em geral, firmada numa relação umbilical com a dança. De tiragem semestral, o jornal pretende ser um forum independente e internacionalista focado no discurso produzido pelas obras e pelos artistas, preocupado em divulgar formatos vários como partituras, manifestos, entrevistas, crónicas, ensaios, críticas e reflexões em língua portuguesa.

    Coreia é impresso em papel e distribuído gratuitamente em Portugal e na CPLP em colaboração com o Camões — Instituto da Cooperação e da Língua. A cada nova edição, é disponibilizada online a edição anterior.

  • 19h: Sensemaking in the making de Emese Csornai (conferência)

    Conferência

    23 maio, 19h

    Espaço Alkantara

    língua: inglês


    Sensemaking in the making 

    de Emese Csornai


    Onde múltiplos media se encontram, há muito a negociar. Não existem duas pessoas com a mesma prática, nem a mesma perceção. No entanto, encontramos palavras e reivindicamos os nossos pontos de encontro na criação. Negociamos a experiência e a linguagem, e a obra fala a linguagem com que comunicamos. A obra reflete a forma como usamos o tempo e o espaço. Esta palestra é sobre as nossas linguagens para negociar e criar.


    EN

    Where multiple media meet, there is much to negotiate. No two people have the same practice, nor the same perception. Yet we find words and reclaim our meeting points in creation. We negotiate

    experience and language, and the work speaks the language we talked to it. The work mirrors the way we used time and space. This talk is about our languages to negotiate and create.


  • 20h: PENUMBRÁRIO de matéria leve (prática-performance)

    Prática-performance

    23 maio, 20h

    Espaço Alkantara 


    PENUMBRÁRIO 

    de matéria leve


    O Penumbrário é um baralho de cartas-oráculo concebido por Matéria Leve e Lu Chieregati. Uma ferramenta de escuta para a aproximação aos processos criativos que entendem a iluminação como uma matéria viva, ativa e performativa. Nesta sessão, o baralho é ativado através de uma prática coletiva que articula jogo, intuição e percepção. Através de instruções, gestos e pequenas ativações relacionais, investiga-se a luz não como recurso técnico, mas como agente que move, que orienta, que transforma a percepção do presente. Entre o oracular e o performativo, esta prática abre um espaço de escuta e experimentação onde a luz se torna matéria relacional e processual.


    Com Bee Barros, Gabriela Clavería, Josefa Pereira, 

    Naiana Padial e Ska Batista.


  • Convívio com escolhas musicais de LADRA

    Convívio

    Para encerrar o dia, teremos um momento de convívio com bebidas e snacks e escolhas musicais da LADRA.


    Espaço encerra às 22h.


24 maio domingo

Que visões eletrificam corpos?

  • 17h: Ativação performática fantasmagórico-virtual com Ayara Hernández (prática)

    Prática

    24 maio, 17h

    Espaço Alkantara


    Ativação performática fantasmagórico-virtual 

    com Ayara Hernández


    Nesta prática partilharei um dispositivo de imersão sensório-motora desenvolvido no âmbito da minha investigação-criação LLEGAMOS (APENAS) TARDE. Cruzamentos e deslocamentos entre imagens propriocetivas, audiovisuais e temporais em práticas cénicas itinerantes.


    A proposta explora cruzamentos e tensões poéticas entre o vivo e o gravado, o material e o digital, o real e o fictício, o síncrono e o assíncrono, utilizando imagens audiovisuais para ativar experiências sensoriais, somáticas e espaço-temporais fantasmagóricas.

    Durante o encontro construiremos e ativaremos o dispositivo de forma coletiva no espaço público.


  • 18h: Todo es primero soñado de Victoria Pérez Royo (conferência)

    Conferência

    24 maio, 18h

    Espaço Alkantara

    língua: espanhol


    Todo es primero soñado 

    de Victoria Pérez Royo


    Existem imagens tão delicadas que desafiam a observação, imagens que só podem ser vislumbradas de olhos fechados. Ou talvez seja mais que os nossos olhos hoje não estejam equipados para contemplar aparições tão intensas e mutáveis. Trata-se de imagens de sonhos diurnos e noturnos, memórias, alucinações e visões, entre muitas outras, que compõem aquilo a que chamo substância onírica, um meio em constante metamorfose no qual os nossos corpos habitam, tomam forma e se relacionam entre si. Nesta palestra, partilho os vários fios que foram tecidos na minha investigação nos últimos anos, culminando no projeto Comunidades Oníricas. E levanto algumas das muitas questões e intuições em aberto.


    ES

    Hay imágenes tan delicadas que no admiten observación, que solo se las puede atisbar con los ojos cerrados. O quizá sea más bien que nuestros ojos hoy no están preparados para acercarse a apariciones tan intensas y mutables. Se trata de imágenes de sueños diurnos y nocturnos, de memorias, alucinaciones y visiones, entre otras muchas, que componen lo que llamo sustancia soñante, un medio en continua metamorfosis en el que nuestros cuerpos habitan, se conforman y se relacionan. En esta charla comparto los diferentes hilos que se han ido tejiendo en mis investigaciones de estos últimos años hasta llegar al proyecto Comunidades soñantes. Y planteo algunas de las muchas preguntas e intuiciones abiertas.



  • 19h30: Chá de Laura Salerno (performance)

    Performance

    24 maio, 19h30

    Espaço Alkantara

    Duração: aprox. 50 min


    Chá 

    de Laura Salerno  


    Esta ação toma forma como um dispositivo de partilha de um processo e de um interesse. Inscrita na pesquisa graxa, investiga o fazer técnico no teatro e suas relações com tempo, coreografia e deslocamento de funções pré-estabelecidas como campos de experimentação. Um convite para estar junto, assistir o tempo passar, perceber o calor que uma lâmpada de teatro produz, buscando oferecer um espaço de convivência, atenção e distração.


    Ficha técnica

    Performance: Clarissa Sacchelli and Laura Salerno

    Criado em colaboração com Jackeline Stefanski Bernardes

    Artistas em diálogo: Ametonyo Silva, Bruno Levorin, Carlos Franke, Julia Rocha and Marie-Lena Kaiser.

    Co-produção: Laura Salerno - ganhapão, Hessiche Theater Academy and Theater neben dem Tum

    Com o apoio de: ID_Tanzhaus Frankfurt 2024 Residency and Espaço 28


  • Convívio com escolhas musicais de LADRA

    Convívio

    Para encerrar o dia, teremos um momento de convívio com bebidas e snacks e escolhas musicais da LADRA.


    Espaço encerra às 22h.

  • Informações úteis

    Todas as atividades do Ciclo matéria leve são abertas a todas as pessoas e de entrada livre.


    Apenas os workshops são exclusivamente direccionados a mulheres, pessoas não binárias e transgénero interessadas na prática artística.

    Para participar nos workshops é necessário preencheres o formulário da open-call e aguardar a comunicação dos resultados. Podes encontrar os links para as open-calls e mais informações, no programa.


    Local:

    Espaço Alkantara

    Calçada Marques de Abrantes 99

    1200-718 Lisboa


    A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço e mediante levantamento de senha. As senhas podem ser levantadas a partir das 17h para todas as sessões do dia, excepto no domingo, dia 24, em que o levantamento começa às 16h.




  • Acessibilidade

    Língua

    Somos um projeto poliglota desde o seu início e celebramos essa diversidade linguística. Desta forma, confiamos aos participantes a liberdade de escolher a sua língua de comunicação. O programa indica claramente quais as atividades realizadas em línguas que não o português e especifica  a língua em questão.



    Apoio de babysitting

    Para facilitar a tua participação e garantir uma melhor acessibilidade oferecemos apoio de babysitter gratuito nos dias 23 e 24 de maio (fim-de-semana).


    Se precisares deste apoio, por favor, contacta-nos antes do evento para 𝙞𝙣𝙛𝙤@𝙢𝙖𝙩𝙚𝙧𝙞𝙖𝙡𝙚𝙫𝙚.𝙘𝙤𝙢. Assim, conseguimos organizar tudo em articulação com a pessoa responsável.


    Nome da criança:

    Idade:

    Dia / horário:

    Extra informação que precisamos saber:


    Desta forma, permite-nos organizar a logística em articulação com a cuidadora responsável, assegurando o bem-estar dos mais novos durante o evento.


    É possível também tentar articular este apoio nos dias de semana, mas temos disponibilidade limitada. Em todo o caso, escreve-nos e tentaremos fazer o nosso melhor.


    ~~

     

    Para consultar a acessibilidade do espaço:

    https://alkantara.pt/sobre/acessibilidade-alkantara/



  • Contactos


    Para qualquer questão escrevam-nos para:

    info@materialeve.com



    Ficha técnica

    Curadoria: Leticia Skrycky e Carolina Campos

    Produção e Gestão: Joana Cardoso

    Design: Beatriz Granado

    Co-produção: Alkantara


    Apoios: Direcção Geral das Artes, Acesso Cultura e Coreia

Participantes

Ciclo matéria leve 2026

Sobre imagem e imaginação nas artes performativas

O que é uma imagem? De que materialidades é feita? Qual é a sua performatividade? Para que trabalha cada imagem? Como habitamos a visualidade a partir das artes performativas? Que ferramentas podemos desenvolver, a partir das artes performativas, para a desnormativização da atenção?


No contexto dematéria leve, entendemos as peças cénicas como um convite a uma situação singular de atenção. Os lugares que emergem de cada trabalho abrem-se como campos de imagens: não apenas para serem lidos a partir de uma lógica narrativa, mas como territórios onde podem ativar-se novos estados de percepção e imaginação. Nesse sentido, tomamos as práticas performativas como um território fértil para a experimentação, o treino e a desestabilização das lógicas que configuram a atenção como o bem mais valioso do capitalismo contemporâneo.


Pensar a imagem para além da relação causa-efeito implica assumir que ela não se esgota em si mesma nem funciona como um ponto de chegada. Cada imagem pode tornar-se parte de um processo imaginante se entendermos as artes performativas como um espaço onde treinar e desdomesticar a atenção. É nessa prática atencional que a imagem pode emancipar-se da representação e, no encontro com es espectadorxs, desdobrar-se em direção a outras imagens num movimento não linear, mas elétrico e afetivo.


matéria leve é uma plataforma de investigação e formação em iluminação cénica onde temos vindo a ensaiar contextos pedagógicos experimentais e colaborativos. Surge como um espaço dirigido a mulheres cis, pessoas trans e não binárias, com o desejo de abrir âmbitos de trabalho e de diálogo onde antes não existiam.

Neste ciclo, articulamo-nos com colegas de diferentes disciplinas que abordam a imagem a partir da sua capacidade performativa: artistas e investigadoras que entendem a cena como um encontro de agências não hierarquizadas; criadoras que trabalham a luz como matéria viva geradora de espaço-tempo e como um campo autónomo de perguntas; investigadoras que expandem a nossa compreensão da visualidade a partir da prática artística e pedagógica.

Participam: Andrea Soto Calderón, Victoria Pérez Royo, Emse Csornai, Laura Salerno, Josefa Pereira, Ska Batista, Bee Barros, Gabriela Cavería, Ayara Hernández, Cecilia Mieres, Leticia Skrycky e Carolina Campos, entre outres.


Num presente violentamente atravessado por tantas interrogações, apostamos na potência criadora da arte como prática de imaginação política: um lugar onde as imagens não encerram o sentido, mas abrem possibilidades.


Leticia Skrycky e Carolina Campos